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Acid Lizard, Golden Ratio & Noize Pirates – Rafael Morbin

acid lizard entrevista

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Qual foi seu primeiro contato com o PsyTrance e o que achou do estilo musical?

Tive o primeiro contato com música eletrônica a muitos anos, meu pai me influenciou, então sempre fui envolvido com ela, e sempre gostei muito de música, porém a partir de 1998 eu comecei a ficar obcecado com música eletrônica.
Eu gostava muito de Drum n Bass, Break Beat e Dance, frequentava festas como Love Parade, Eletronic Music Festival, Brasília Music Festival e outras mais selecionadas.
Nessas idas aos eventos eu sempre dava uma passada na pista de PsyTrance, mas o primeiro contato não me chamou muito a atenção, até que um amigo me mostrou Infected Mushroom, eu devia ter uns 16 anos, e fiquei encantado com aquele som, comecei a pesquisar sobre o estilo, mais e mais, incansavelmente, a curiosidade só crescia e era uma época precária de informações, mas esse som me estimulava bastante a conhecer o máximo possível sobre ele.

Qual foi o momento em que você decidiu se tornar um produtor de música psicodélica?

Com 18 anos e 4 dias fui ao meu primeiro festival alternativo de música eletrônica, a Universo Paralello, esse festival foi crucial no meu crescimento como ouvinte, descobri sons que já mais imaginaria conhecer, foi uma experiência muito forte culturalmente falando, e a partir daquela semana, eu descobri que queria me tornar um produtor, que queria não só escutar, mas fazer parte da história disso tudo.

Quais são suas influências e inspirações?

O álbum Headroom – Artelligent foi o mais marcante para mim, mas escuto muito Flip Flop, Mental Broadcast, Brainiac, Burn n Noise, Avalon, 28, Shove, Dickster, Tristan, Eskimo (No inicio), Teen Sluts, Kim, Tijah, Onionbrain, Woogie Boogie, Sonic Tickle, Alchemy Circle, Hypogeo, Interferenz, Sensient, Grouch, Tetrameth e varios outros.

Quais seus Hobbies quando não está produzindo?

Ver filme com minha mulher é o que mais gosto, mas jogo videogame, até já fui jogador profissional de Counter-Strike quando mais jovem, mas acredito que não era tão bom a ponto de ganhar muito prestigio, prefiro música. hahahhahaha!

Qual evento que mais marcou sua carreira de Artista?

Apesar de não ter pego um bom horário na Universo Paralello 2013, tocar Acid Lizard lá para mim, foi como voltar no tempo, e me ver conquistando um sonho de garoto, mas com certeza a que mais marcou minha vida foi minha primeira Euro Tour, aonde toquei Acid Lizard, Acid Space e Noize Pirates em duas festas chamadas The Crescent Tree e Hakuna Matata em Londres, isso sim foi inesquecível.

Como você vê a cena do Psytrance atualmente?

Eu acho diferente, mas como qualquer coisa sofre mudanças, não seria está uma exceção, o diferente nem sempre é ruim, ele abre novas portas, novas possibilidades, o importante é que ele seja duradouro e imortal, e que a essência nunca acabe, os fortes sempre sobreviverão!
Eu vi o PsyTrance dar uma esfriada, mas estou vendo que ele está aquecendo novamente, de uns 2 anos para cá, apesar da quantidade de produtor ter dado uma “banalizada” na profissão, ainda encontramos projetos novos muito bons, e este tem sido o trabalho que eu junto com o Felipe Meneses (DJ Ashtar) desenvolvemos na cena com a Mind Tweakers Records, recrutar novos sons, realmente psicodélicos e que tenham emoção, alma, equilíbrio e identidade, sei o quanto é difícil o primeiro contato com uma gravadora na esperança de um primeiro lançamento, meu trabalho é poder dar uma chance a estes artistas que estão preparados a ingressar na cena, para que assim possamos dar continuidade ao ciclo, e que ele nunca se feche!

Você tem outros projetos de música em paralelo, quais?

Eu tenho meu projeto solo, Acid Lizard, tenho meu projeto de progdark com Junior Oliveira (Earbug) chamado Noize Pirates, tenho meu projeto com Adriano Costa (NanoSpace) chamado Acid Space, e tenho o mais novo projeto com Thiago Soares (Thiago Locks) chamado Golden Ratio, até arrisquei fazer um full on night, chamado Redoma, a princípio era Eu, Junior e Leonardo Maruyama (Symmetric Frequency), mas é muita coisa para minha cabeça, resolvi deixar congelado. Na verdade, somente Golden e Noize ainda venho trabalhando com frequência, o resto está congelado por mais pelo menos este ano de 2016.

Dê onde você tira inspirações para criação das músicas?

Minha inspiração vem de dentro, vem da alma, eu escuto ritmos que não existem, e tento executa-los em uma track, basta dar início a um bassline, que as ideias fluem, eu preciso estar concentrado, calmo, tomando uma cervejinha, a paciência sempre caminha lado a lado também, não tenho pressa em executar um timbre, mas a melhor inspiração de todas é a felicidade, se você está se sentindo bem, provavelmente você irá acabar com todos os problemas que você tinha com aquela track em que produzia e sabia que alguma coisa não estava legal.

Se pudesse escolher uma festa para tocar, qual seria?

Ozora Festival

Gostaria de deixar um recado ou agradecimento para os seus fãs?

Obrigado a todos que curtem meu trabalho, seja lá da forma mais complexa, até a forma mais direta, serei eternamente grato por todos que já pararam para escutar meu som, pois jamais imaginei que um dia chegaria até aonde cheguei (e olha que não foi lá grande coisa), mas fiz tudo por amor, tudo por novas experiências. Gostar das suas próprias produções é difícil, porem o maior desafio está em fazer outras pessoas gostarem, movimentar multidões, ver a sua música sendo baixada, tocada, nada na vida paga isso.
Esse ano terei bons lançamentos, a volta de Noize Pirates, com alguns releases para o primeiro trimestre, e cogitando a possibilidade de um primeiro EP solo, a continuidade do meu projeto mais novo Golden Ratio, que sai do seu primeiro EP lançado final do ano passado, para mais dois EPs com gravadoras consagradas para início deste ano, e espero que vocês gostem bastante, eu particularmente estou gostando do resultado, este ano nossas apresentações prometem ficar bem interessantes. Acompanhem meus projetos pelo facebook e soundcloud.
Gostaria de deixar um pedido para todos que amam o PsyTrance, que façam algo para a cena, existem várias formas de participar disso, sempre nos identificamos com algo que rola, ou até mesmo em fazer acontecer os eventos, precisamos de pessoas de bom coração, que passem uma boa mensagem, seja ela em festas, em música, em apresentações, em palestras, em teatros, em esculturas, em decorações, em qualquer coisa que seja, essas coisas enriquecem a alma, e nos tornam pessoas felizes.

VIVA A ARTE, RESPIRE ARTE!

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