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Entrevista com o Cenografista Rogério Teiji Hirata

Flor de Lotus Geômetra Universo Paralello 2008

Flor de Lotus Geômetra Universo Paralello 2008

Flor de Lotus Geômetra Universo Paralello 2008

Flor de Lotus Geômetra Universo Paralello 2008

É um dos poucos artistas visionários da cena Trance que por muitos anos dedicou e ainda dedica seu tempo na elaboração e construção de cenografia e arte visual para festivais psicodélicos. Iniciou sua jornada em 2003 e em 2006 conheceu o seu colega e amigo Cesar Franzoi, com quem criou o projeto Geômetra Nova Arte, com foco maior na geometria, string art e intrincadas colagens, em instalações para grandes pistas e palcos.

Atualmente o Geômetra segue ativo, cada um vivendo em uma parte do Brasil. Ambos atuando em trabalho solo e quando conseguem juntos.

Paralelamente, Rogério se dedica a seu trabalho solo como artista plástico, transferindo seu conhecimento do universo psicodélico para quadros, objetos de porcelana, tecidos, luminárias e esculturas tridimensionais.

Palco do Rogério na Mystic Tribe & Respect 2012

Valorizando e respeitando suas origens, conseguiu fundir a cultura japonesa com a sua arte, em traços que fazem referência ao Shô e materiais como papel de arroz. Uniu a sua aptidão, habilidade motora e sensorial, competência com o domínio das técnicas e de criação, para criar uma arte jamais vista.

1.Como você conheceu o Cesar e o que levou vocês a se interessarem pela arte e cenografia? De onde saiu a ideia do projeto Geômetra?

Nos trombamos pessoalmente por acaso na Klatu (SP) em 2006. Resolvemos na mesma noite que iríamos fazer algo juntos porque admirávamos demais o trabalho um do outro. Nosso primeiro trampo foi o “bicho-do-coco” no UP#07. O nome “geômetra ” veio no UP#08, e só passamos a divulgá-lo em 2010 se não me engano…

Bicho do Coco Universo Paralello 2007

Bicho do Coco Universo Paralello 2007

2. Como você descreve seu trabalho de cenógrafo e artista solo, e quais técnicas você costuma utilizar?

Tanto nas pistas como fora delas, a geometria, o psicodelismo e a fluorescência são os campos que tenho explorado mais. No mínimo um deles está sempre presente nas instalações em festivais, nos quadros, nas luminárias, enfim, em tudo que tenho feito.

3.Qual é a sua fonte de inspiração? Possui alguns artistas que aprecia o trabalho?

Minha grande inspiração são os festivais e o que conheço nesse universo. Apreciar o trabalho, eu me esforço pra apreciar o de todos. Mas alguns tenho como mestres mesmo, não só na estética mas considerando seus posicionamentos perante a Arte, digamos assim. Citando gente da cena: Cesinha Franzoi, Marcelo Jaz, Sola Tido, Michele Petillo e Lelo.

Palco Rogério Universo Paralello Pista Goa 2009

4. Em relação à cenografia em festas psicodélicas no Brasil, existe algo a melhorar ou está satisfatório para você? Qual a sua visão para o futuro da cenografia em nosso tipo de evento?

Podemos melhorar sempre. Acho que o público dos festivais, em geral, se contenta com pouco em termos de qualidade das artes visuais. Se por um lado isso abre espaço para iniciantes experimentarem à vontade, por outro cai o investimento de festivais em projetos mais ousados e inovadores. Visualizo um maior intercâmbio envolvendo projetos gringos nos próximos anos, fortalecendo a noção da arte psicodélica como um rompedor de fronteiras, e mais futuramente a fusão desse trabalho de “cenografia” com o de design de naves espaciais.

Rogério Teiji Hirata

Rogério Teiji Hirata

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